terça-feira, 8 de julho de 2014

Música

Jennifer Lopez, Mariah Carey e o declínio das divas 

Com discos recém-lançados, cantoras que fizeram sucesso nos anos 1990 encaram vendas precárias e um mercado competitivo

Raquel Carneiro
As cantoras Jennifer Lopez e Mariah Carey
As cantoras Jennifer Lopez e Mariah Carey (Divulgação)
As cantoras Mariah Carey e Jennifer Lopez possuem diversos predicados em comum. Ambas estão com exatos 44 anos (Mariah é mais nova por alguns meses), cresceram em subúrbios no estado de Nova Iorque, têm ascendência latina e são divas do estilo R&B.
Mariah chegou antes, no início dos anos 1990, com uma pegada soul, baladas românticas e vocais poderosos (sua marca), além de roupas comportadas e uma vasta cabeleira cacheada. Já J.Lo., como é chamada pelos fãs, investiu em batidas dançantes em seu primeiro disco On The 6, de 1999, em meio a explosão pop de garotas de barriga de fora, como Britney Spears e Christina Aguilera.
Agora, em 2014, seus caminhos voltam a se cruzar. Ambas lançaram discos novos. E ambos os álbuns, por razões parecidas, são fracassos de crítica e vendas.
Mariah, que em um passado de glória vendia álbuns como água no deserto, viu seu novo trabalho, Me. I Am Mariah, vender pouco mais de 58.000 cópias na primeira semana. Um número irrisório para uma indústria que, apesar de não viver seus melhores momentos, já conta com outras divas, como Beyoncé, que comercializou 310.000 cópias de seu disco homônimo em uma semana. Taylor Swift, com seu disco Red, vendeu 1,2 milhão de cópias no lançamento.  O destino de Jennifer não foi muito diferente de Mariah. Seu novo disco, A.K.A., vendeu míseras 33.000 cópias na primeira semana nas lojas — a pior marca de sua carreira —, e muito atrás da deprê Lana Del Rey, que ocupou a lista de álbuns mais vendidos do período com 182.000 cópias de Ultraviolence.

Se os números não são bons, os discos são ainda piores. Da primeira a última faixa, A.K.A. é um martírio. A voz de Jennifer continua de difícil digestão e nenhuma canção se candidata a hit, como outros de sua carreira, como Dance AgainOn The Floor e If You Had My Love. Não foi por falta de esforço. J.Lo convidou um time forte de rappers, entre eles Pitbull e a queridinha do momento Iggy Azalea, que deveriam levantar o ânimo do CD, mas estragaram ainda mais a festa.
Me. I Am Mariah é levemente mais palatável. A fórmula adotada pela cantora desde o discoButterfly (1997) está toda ali: batidas eletrônicas de R&B misturadas a pianos suaves de fundo, canções dançantes com participações especiais de – claro – rappers, algumas faixas com inspiração gospel, muitos gritinhos, suspiros e letras que falam de amor e sexo.
O apelo sexual e as roupas diminutas são também ingredientes usados indiscriminadamente pelas duas cantoras. Jennifer continua linda e com tudo em cima. Mariah errou a mão na quantidade de silicone, mas não desiste de posar de musa. Porém, o cenário atual está muito competitivo, em todos os sentidos. De um lado, cantoras como Miley Cyrus e Rihanna se viram do avesso para sensualizar, praticamente sem roupa, em shows pirotécnicos. Do outro, jovens talentosas como Lorde, Adele e Sky Ferreira abocanham prêmios musicais e boa parcela dos ouvidos mais apurados.
Ao que tudo indica, resta para Mariah e J.Lo. a glória dos dias passados e seguir o caminho de cantoras como Céline Dion e Britney Spears, que, aceitando que seu tempo passou, embolsaram alguns milhões e atualmente protagonizam shows em Las Vegas no melhor estilo fim de carreira. 

Relembre cinco hits de Mariah Carey 

1 de 5

'Vision of Love' (1990)

Primeiro hit de Mariah Carey, Vision of Love é faixa do disco de estreia da cantora, Mariah Carey(1990). O casarão abandonado que aparece no videoclipe é mero cenário: na canção, Mariah faz a diva realizada, que após passar várias noites amargando a solidão finalmente conseguiu encontrar um amor e ser correspondida. Vision of Love ficou quatro semanas no topo da lista Billboard Hot 100, que reúne as músicas mais populares executadas nos Estados Unidos. 

Relembre cinco hits de Jennifer Lopez

1 de 5

'If You Had My Love' (1999)

Lançado em maio de 1999, o hit If You Had My Love foi o responsável por fazer Jennifer Lopez explodir no cenário musical. A canção, presente em seu disco de estreia On the 6, atingiu a primeira posição nas paradas americanas e de outros países, como Australia e Canadá. No clipe, Jennifer Lopez dança e se contorce sensualmente enquanto é observada em um vídeo executado em tempo real na internet.


link:

http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/mariah-carey-jennifer-lopez-e-o-declinio-das-divas

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Minhas impressões do “Lollapalooza 2014″ – do sofá de casa, claro (parte 1)


Por  | Na Mira do Regis – ter, 8 de abr de 2014

MC Guimê e o abismo entre o que poderíamos ser e o que seremos realmente


Por  | Na Mira do Regis – ter, 22 de abr de 2014

sábado, 1 de março de 2014

Aurea! uma voz maravilhosa!

 Aurea

 

 

BIOGRAFIA

Com apenas 24 anos de idade, Aurea é já um dos grandes nomes da música portuguesa, tendo sido considerada a voz revelação nacional de 2010.
O seu primeiro álbum, homónimo, atingiu em poucos meses o 1º lugar do Top Nacional de vendas, conseguindo a marca de dupla platina. O registo “Aurea ao Vivo no Coliseu dos Recreios”, gravado no dia 18 de Novembro 2011, é lançado um mês depois, conquistando o galardão de Ouro no dia de lançamento.
Dona de uma voz inconfundível, poderosa e cativante, Aurea tem sido sinónimo de sucesso. Gravou o tema “Love me Tender”, em dueto com Elvis Presley (aprovado pela família do mesmo e incluído no álbum “Viva Elvis”) e, com o seu álbum de estreia, alcançou o n.º1 do Top Nacional de Vendas, mantendo-se no primeiro lugar por 9 semanas consecutivas. No iTunes (Portugal), tanto “Busy (For Me)” como o disco “Aurea”, ocuparam diversas vezes a primeira posição das tabelas. “Busy (for me)” foi ainda um dos temas com mais airplay nas rádios nacionais em 2011. (Fonte: Nielsen Music Control)
O ano de 2011 acabou por ser um período de crescimento e de reconhecimento para a Aurea. A artista foi nomeada nas categorias de ‘Melhor Música’, ‘Revelação do Ano’ e ‘Melhor Intérprete Individual’, na edição de 2011 dos Globos de Ouro, tendo levado para casa este último galardão. Foi também nomeada para ‘Best Portuguese Act’, nos MTV Music Awards, categoria que acabou também por vencer. A nível internacional, ‘Aurea’ foi lançado na Hungria, local onde a artista gravou o dueto do tema “Where is the Love” (com Nikolas Takács) e actuou ao vivo. Também Taiwan editou o álbum de estreia de Aurea e recebeu-a numa actuação única.
A cantora teve um ano e uma agenda bastante preenchidos, com uma digressão nacional de mais de 70 concertos. Aurea esgotou o Cinema S. Jorge no seu concerto de estreia, o Centro Cultural de Belém (CCB), o Casino de Lisboa e o Casino do Estoril, e actuou em alguns dos festivais e eventos de maior sucesso em Portugal.
Para além dos espectáculos, a artista estreou-se na dobragem de filmes de animação e em publicidade, dando vida a “Glória” de “Happy Feet 2”, e sendo a voz do tema da campanha de Natal da TMN, interpretando o tema “Dream a Little Dream of Me”.
No final de 2011, Aurea esgotou os Coliseus Micaelense, do Porto e Lisboa, tendo este último sido registado em cd e dvd. “Aurea ao Vivo no Coliseu dos Recreios” chegou às lojas em Dezembro desse ano e atingiu no dia de lançamento a marca de Ouro.
Aurea tornou-se ainda a imagem da SEAT Portugal.


















site:
 http://www.aurea.com.pt/pt/home

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Alicia Keys,a única e mutante ,princesa do soul!

Alicia Keys!!!

































Alicia Keys (nome artístico de Alicia Augello-Cook; Nova Iorque, 25 de Janeiro de 1981) é uma cantora de R&B/soul, pianista, compositora, produtora musical e actriz norte-americana. Keys é uma artista de renome, tendo vendido mais de 30 milhões de álbuns e 25 milhões de singles, o que faz dela uma das artista mais bem sucedidas da sua era. Ao longo de sua carreira, já arrecadou mais de dez Grammys , dez Billboard Music Awards e cinco American Music Awards. Alicia é conhecida mundialmente por canções como "Fallin", "You Don't Know My Name", "If I Ain't Got You", "No One" e "Empire State of Mind".
Iniciou uma incursão no mundo do cinema, em 2007, com a comédia de acção Smokin' Aces e The Nanny Diaries, ao lado de Scarlett Johansson. Em 2008, protagoniza o filme The Secret Life of Bees, com as também estrelas da música, Jennifer Hudson e Queen Latifah.
Em 2010, o canal de música VH1 incluiu Alicia Keys na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos o Tempos".


Os primeiros anos


Foi como actriz que se estreou nos meandros artísticos, com a participação na série de televisão The Cosby Show, aos quatro anos de idade. Começou a tocar piano quando tinha sete anos, tocando compositores como Beethoven, Mozart e Chopin. Compôs a sua primeira canção, "Butterflyz" aos catorze anos de idade; canção que foi incluída no seu primeiro álbum.
Com dezasseis anos formou-se como a melhor aluna de sua sala na Escola de Artes Profissionais, uma escola pública de Manhattan, tendo ainda frequentado a Universidade de Colúmbia antes de se dedicar definitivamente à carreira musical. Keys gravou uma demo e enviou-a a Jermaine Dupri do selo musical So So Def, distribuído pela Columbia Records. Gostando do que ouviu, Dupri assinou um contrato com ela. A canção "Dah Dee Dah (Sexy Thing)" foi a primeira gravação profissional de Keys num estúdio, no entanto, essa canção nunca foi lançada como single, mas fez parte da banda-sonora do filme Men in Black (de 1997).
Descontente com a Columbia Records, Alicia recorreu a Clive Davis (quem descobriu Whitney Houston na década de 1980 ), que assinou com ela pela Arista Records. Logo após, a Arista dissolve-se e Keys foi convidada a unir-se ao novo selo de Clive, a J Records, onde gravou as canções "Rear View Mirror" e "Rock With You" incluídas nas bandas-sonoras dos filmes, Shaft e Dr. Dolittle 2, respectivamente (lançados em 2000). Em 2001, lança lança seu primeiro álbumSongs in A Minor, vendendo 236 mil cópias, só na primeira semana.

Em Maio de 2010 a cantora anuncia a sua gravidez e casamento com o rapper Swizz Beatz. No mesmo ano, em 10 de Junho, participa juntamente com os Black Eyed Peas, Shakira, Juanes, entre outros, no concerto de abertura do Campeonato Mundial de Futebol 2010, na África do Sul. No dia 14 de Outubro de 2010, nasceu em Nova Iorque, o primeiro filho do casal, Egypt Daoud Dean.



Carreira musical


O primeiro álbum de Keys, Songs in A Minor, foi lançado nos Estados Unidos em Junho de 2001, e estreou na primeira posição na lista dos mais vendidos da Revista Billboard, vendendo 236 000 cópias na primeira semana (50 000 delas no primeiro dia). Venderia mais de dez milhões de cópias no mundo todo, estabelecendo a popularidade de Keys dentro e fora dos Estados Unidos. O primeiro single do álbum, "Fallin'", passou repetitivamente em rádios de diferentes estilos musicais (do R&B e Hip-Hop ao pop) e ficou seis semanas na primeira posição da lista dos singles mais vendidos da Billboard. Em Setembro de 2001, Keys interpretou "Someday We'll All Be Free" de Donny Hathaway no concerto transmitido por diversas cadeias de televisão dos Estados Unidos America: A Tribute to Heroes dedicado às vítimas dos ataques terroristas de 11 de Setembro Este concerto foi lançado a 4 de Dezembro de 2001 em CD e DVD.
O segundo single de Songs in A Minor, "A Woman's Worth", ficou entre os dez mais vendidos nas América. Com este álbum, Alicia ganhou cinco Grammys em 2002, incluindo Melhor Artista Revelação e Canção do Ano com "Fallin'", feito só antes conseguido por Lauryn Hill. Mais tarde, em 6 de março de 2002, Keys lançou Remixed & Unplugged in A Minor, uma re-edição de com oito remixes e sete versões acústicas.
O terceiro single lançado de Songs in A Minor, "How Come You Don't Call Me" foi um relativo fracasso para Keys, atingindo a posição número cinquenta e nove entre os mais vendidos da Billboard. No entanto, o single "Gangsta Lovin'" (um dueto que Keys fez com a rapper Eve para o álbum Eve-Olution) atingiu a segunda posição entre os mais vendidos daquela publicação. O quarto e último single de Songs in A Minor, "Girlfriend", foi lançado apenas fora dos Estados Unidos, e atingiu a décima terceira posição no ranking dos mais vendidos da Austrália segundo a ARIA.
Em Junho 2011, é lançado Songs in A Minor - 10th Anniversary Edition uma edição comemorativa dos dez anos de Songs in A Minor, contendo três versões, sendo uma "Deluxe", uma para coleccionador e outra em formato vinil. Além das músicas já compostas no álbum lançado em 2001, o reedição incluiu dois temas inéditos e raridades.

The Diary of Alicia Keys

 
Em concerto em Portugal, 2008
Em Dezembro de 2003, Alicia lançou seu segundo álbum, The Diary of Alicia Keys. Elogiado pelos críticos musicais, vendeu mais de 600 000 cópias apenas em sua primeira semana nos Estados Unidos. Até hoje, o álbum já vendeu oito milhões de cópias em todo o mundo. Os primeiros singles lançado do álbum, "You Don't Know My Name" e "If I Ain't Got You", ficaram entre os cinco mais vendidos da Revista Billboard. O terceiro single, "Diary", ficou entre os dez mais vendidos daquela mesma publicação. O quarto e último single lançado do álbum, "Karma", não fez tanto sucesso quanto os outros, aparecendo apenas entre os vinte mais vendidos na lista daquela publicação. "If I Ain't Got You" foi o primeiro single de uma artista feminina a ficar mais de um ano no topo da lista de singles mais vendidos de R&B da Billboard , transformando-a na artista de R&B mais vendida do ano de 2004 nos Estados Unidos.
Nos Grammy Awards de 2005, Alicia ganharia mais quatro: Melhor Álbum de R&B (The Diary of Alicia Keys), Melhor Performance Vocálica Feminina de R&B ("If I Ain't Got You"), Melhor Canção de R&B ("You Don't Know My Name") e Melhor Performance Vocálica de R&B por um Dueto ou Grupo ("My Boo", com Usher).

Unplugged

Em 14 de Julho de 2005, Alicia Keys gravou o seu terceiro álbum, Unplugged (Acústico MTV), na Academia de Música do Brooklyn. Durante essa sessão, Alicia apresentou canções suas com novos arranjos musicais e interpretou alguns covers e ainda duas canções inéditas. Alicia fez um dueto com Adam Levine (Maroon 5) na faixa "Wild Horses" (originalmente gravada pelos Rolling Stones), com os rappers Common e Mos Def em "Love It Or Leave It Alone", e com Damian Marley em "Welcome To Jamrock".
A sessão foi lançada em CD e DVD em 11 de Outubro de 2005. Vendeu quase 245 000 unidades na primeira semana, tornando-se o álbum mais vendido dos Estados Unidos daquela semana, segundo a Revista Billboard. Até hoje já vendeu 1 milhão de cópias somente nos Estados Unidos e quase 2 milhões a níveis mundiais. Este álbum foi o mais vendido de sempre de uma artista feminina num Acústico MTV e o maior de todos os Acústicos desde o MTV Unplugged in New York da banda Nirvana em 1994. Unplugged recebeu quatro nomeações para os Grammys , apesar de não ter levado nenhum para casa. Ganhou três prémios da NAACP, incluindo Melhor Canção do Ano e Melhor Videoclipe para "Unbreakable".

As I Am

As I Am, o quarto álbum de estúdio da cantora, foi lançado no dia 13 de Novembro de 2007 nos Estados Unidos, vendendo na primeira semana 742 000 cópias. O seu primeiro single, intitulado "No One", esteve onze semanas no Top3, sendo cinco delas em número um no Billboard Hot 100. O segundo single, "Like You'll Never See Me Again", atingiu o número doze no Hot 100 e o número um no Hot R&B/Hip-Hop Songs.
Com "No One", keys venceu os prémios de Melhor Performance Vocal Feminina de R&B e Melhor Canção de R&B, na 50ª cerimónia dos Grammy Awards, realizada em 2008.

The Element of Freedom

O quinto álbum de Alicia (quarto de estúdio) saiu no final de 2009. Desde o lançamento de As I Am que a cantora disse pensar no novo álbum, falando de possíveis participações, como um dueto com outra diva americana: Beyoncé. Intitulada de 'Put It in a Love Song', a música foi mesmo realizada. Confessou que a morte de sua avó em pleno processo de criação do álbum a inspirou em certo modo, fazendo-a ver que "é preciso mostrar carinho às pessoas antes de elas irem embora". O álbum inclui o tema "Empire State of Mind (Part II) Broken Down", a segunda parte do hit "Empire State of Mind", colaboração de Alicia com Jay-Z para o álbum do cantor The Blueprint 3. "Empire State of Mind" chegou ao topo do Hot 100 da Billboard. Apesar de The Element of Freedom ter vendido bem na semana de lançamento nos Estados Unidos, o álbum ficou em segundo lugar dos Tops, não derrubando o sucesso do álbum de estreia de Susan Boyle. Deste álbum saíram ainda os singles "Doesn't Mean Anything", "Try Sleeping with a Broken Heart" e "Un-Thinkable (I'm Ready)" em parceria do cantor Drake.
Em 2009, faz ainda uma colaboração com o cantor espanhol Alejandro Sanz em "Looking for Paradise". A canção foi o primeiro single extraído do oitavo álbum de Sanz, Paraíso Express.

Girl on Fire

Girl on Fire é o seu quinto álbum de estúdio, lançado mundialmente em formato CD a 27 de Novembro de 2012, e em Portugal a 26 de Novembro pela RCA Records, depois da J Records ter fechado por decisão da Sony Music Entertainment. O álbum teve como single de avanço a canção homónima "Girl on Fire".
Estreou no topo da tabela Billboard 200, com venda de 159 mil exemplares na primeira semana nos Estados Unidos, e obteve uma média de aprovação de 70% no agregador Metacritic, que se baseou em dezassete resenhas publicadas por críticos musicais.

Estilo musical



As suas canções, normalmente acompanhadas pelo piano, visto Keys ser uma pianista com formação clássica, falam muitas vezes sobre amor, desgostos e o poder feminino
Como inspiração, cita vários músicos, incluindo Prince, Nina Simone, Barbra Streisand, Marvin Gaye , Quincy Jones, Donny Hathaway e Stevie Wonder.
O seu estilo está enraizado no gospel e soul vintage, complementado pelo baixo e sintetizadores. Incorporando fortemente o piano clássico com o R&B, soul e jazz , começou a experimentar outros géneros musicais, como o pop e rock, no seu terceiro álbum, As I Am, e um som neo soul e R&B dos anos 80 e 90 no seu quarto álbum, The Element of Freedom.50 51
A sua classificação vocal é de contralto e a sua extensão vocal varia em 3 oitavas. Muitas vezes referida como "Princess of Soul" ou "Princesa do Soul", é caracterizada por ter um timbre de voz forte, cru e apaixonado.


Discografia:

Álbuns de estúdio
  • 2001: Songs in A Minor
  • 2003: The Diary of Alicia Keys
  • 2007: As I Am
  • 2009: The Element of Freedom
  • 2012: Girl on Fire

Digressões e concerto

  • 2001-2002 - Songs in A Minor Tour
  • 2004 - Verizon Ladies First Tour
  • 2005 - The Diary Tour
  • 2008 - As I Am Tour
  • 2010 - The Freedom Tour
  • 2011 - Piano & I
  • 2013 - Girl on Fire Tour

Site oficial:


http://aliciakeys.com/

terça-feira, 16 de abril de 2013

Madonna é acusada de trabalhar ilegalmente durante shows na Rússia.

Um deputado russo, autor de uma polêmica lei "anti-gays" em São Petersburgo, acusou nesta terça-feira a cantora americana Madonna de ter trabalhado ilegalmente durante dois show que fez na Rússia em 2012, durante os quais defendeu os homossexuais e as Pussy Riot.

"Em agosto de 2012, o tipo de visto de Madonna permitia a ela realizar atividades humanitárias e culturais, mas não comerciais", declarou à AFP Vitali Milonov, deputado local do partido governante Rússia Unidade.

Trata-se de um visto de três meses a título de "intercâmbios culturais", ou seja, "um visto que não permite trabalhar ou ganhar dinheiro na Rússia", explicou o deputado.

No entanto, Madonna fez dois shows, um em São Petersburgo e outro em Moscou em agosto, "nos quais ganhou milhões", afirmou Milonov.

Durante estes shows, a estrela do pop defendeu a causa gay e deu seu apoio às três cantoras punk do grupo Pussy Riot, condenadas por terem criticado o presidente Vladimir Putin.

Organizações ultranacionalistas russas apresentaram uma demanda perante um tribunal de São Petersburgo exigindo da cantora 333 milhões de rublos (8,5 milhões de euros) por perdas e danos, mas a ação foi rejeitada.

Uma lei adotada em fevereiro de 2012 em São Petersburgo por iniciativa de Milonov castiga nesta região qualquer ato público que promova a homossexualidade e a pedofilia, um texto denunciado pelos defensores das liberdades.

link:

http://musica.uol.com.br/noticias/afp/2013/04/16/madonna-e-acusada-de-trabalhar-ilegalmente-durante-shows-na-russia.htm

A verdade por trás do universo sertanejo, “universitário” ou não

 
Por trabalhar há quase duas décadas lidando com o show business como jornalista/editor/redator-chefe em revistas “físicas”, escrevendo aqui no portal do Yahoo! e, mais recentemente, botando minha cara e minhas opiniões sinceras em programas de TV, acabei aprendendo e descobrimento uma série de macetes para entender como funcionam os meandros da carreira dos artistas em geral. Por outro lado, até hoje fico espantado com a ingenuidade do público em relação ao meio artístico e, principalmente, aquilo que se convencionou chamar de “sucesso”.
A própria palavra nos dias de hoje adquiriu um sentido completamente diferente do que era no passado, acompanhado agora por um olhar muito mais frívolo e descartável por parte do público. “Sucesso” significava vender muitos discos, fazer turnês concorridas e estabelecer uma carreira estável e bem equilibrada, não importando o som que o artista fazia. Hoje a palavra se tornou tão banal que vale para qualquer coisa: ter vídeo com milhares de acessos no You Tube (mesmo que falsos), aparecer diariamente em sites de fofocas sem ter feito algo que preste em termos artísticos, ser alvo de chacota por parte do próprio público... Tudo é “sucesso”!
Frequentemente sou abordado nas ruas e várias vezes questionado a respeito de alguns detalhes e situações deste universo. Como disse anteriormente, fico surpreso com a ingenuidade com que as pessoas enxergam este mundo considerado “à parte” pelo povaréu. Explico pacientemente a estas pessoas que tal “mitificação” do meio artístico é um grande erro, já que as pessoas são seres humanos normais, como todo mundo, com defeitos e qualidades. É lógico que muito artista acredita estar acima dos mortais, mas aí é questão de prepotência e egolatria de cada um. O que procuro mostrar, em poucas palavras, é que o meio artístico tem as mesmas características de outros setores profissionais.
Veja, por exemplo, o caso do meio “sertanejo”, seja ele “universitário” ou não. É um universo tão cheio de falcatruas, puxadas de tapetes, fofocas, espionagens, subornos e situações eticamente deploráveis como qualquer outro, seja um banco, uma multinacional, uma indústria, um clube de futebol ou uma empresa qualquer. Resumindo: é um mundo tão podre quanto qualquer outro.
Conversando em “off” com as pessoas envolvidas direta e indiretamente a ele, presenciando cenas e situações inacreditáveis e, ainda por cima, com um certo distanciamento, consegui montar na cabeça um quadro que me permite escrever algumas poucas linhas neste espaço.
Itens como “faturamento”, “público”, “repertório” e “relações profissionais/pessoais” são tratados de maneira muitas vezes nojenta por parte de artistas e empresários. Já escrevi isto algumas vezes e repito agora: se os fãs soubessem o que um artista pensa realmente a respeito de seu público, ninguém nunca mais sairia de casa para ir a um show ou comprar um disco no camelô da esquina.
Outra coisa: há uma enorme rivalidade dentro deste mercado. E isto não é somente protagonizado pelos próprios artistas e duplas, mas principalmente pelos “escritórios de agenciamento”, que detém os direitos de dezenas de nomes, famosos ou não, e que são administrados com mão de ferro por grupos de empresários muito próximos daquilo que a gente conhecia como “Máfia”.
É uma competição sem fim para ver quem faz mais shows, quem cobra os maiores cachês, qual turma é mais poderosa... Shows com pouco público ou eventos que fracassam são motivos de comemoração por “escritórios” rivais. A impressão que se tem é que esta competitividade desenfreada vai render algum prêmio em dinheiro ou troféu no final do ano. A vaidade, a ganância e o ego são muito mais importantes que a música em si.
Este tipo de cenário surgiu quando três “escritórios” diferentes resolveram se unir e montar uma turnê chamada “Amigos”, reunindo três das maiores famosas duplas dos anos 90 – Chitãozinho & Xororó, Zezé Di Camargo & Luciano e Leandro & Leonardo – e que acabaram monopolizando a atenção da maioria dos contratantes de shows do Brasil. E assim continuaria sendo, mas a morte precoce de Leandro fez o projeto ter um fim. Foi a deixa para que dezenas de outros “escritórios” fossem criados para capitalizar um mercado em expansão.
Para você ter uma ideia, o Brasil inteiro tem hoje um grupo de pouco mais de 20 contratantes poderosos, que monopolizam o esquema de contratações de artistas para os eventos mais importantes do ano. Somente os “escritórios” ligados a este grupo conseguem levantar uma boa grana no empresariamento de seus artistas, o que permite o pagamento do famoso “jabá”– agora conhecido eufemisticamente como “verba para divulgação” - para rádios e programas de TV, além de uma série de outras “regalias”. Quem está fora, fica com as migalhas...
É por isto que o tal de “sertanejo universitário” é um verdadeiro celeiro de músicas ruins e artistas sem talento. Todo mundo quer aparecer, pouco importa se por intermédio de uma música de baixíssima qualidade. O que vale é conseguir um hit, comprar um carro de luxo e contar com periguetes na porta dos camarins, implorando você sabe bem pelo quê. Ninguém pensa em uma carreira sólida a longo prazo. Ter “sucesso” hoje é um emprego, um negócio, de curtíssima duração.
É claro que tudo isto acontece nos bastidores. Nos programas de TV e nos shows todo mundo é “amigo”, todo mundo é “bacana”, todo mundo tem “música boa”, todo mundo tem “sucesso merecido”, uns dão tapinhas nas costas dos outros como se fossem todos de uma mesma família... Tudo isto emoldurado por sorrisos de plásticos tão falsos quanto uma nota de R$ 8. Vale qualquer coisa para esconder a realidade das fãs...
Você leu recentemente que o Fausto Silva descobriu um esquema dentro do programa dele – leia aqui– para beneficiar determinados artistas, que pagavam uma bela bolada para membros da produção? Já percebeu que duplas e artistas surgem e desaparecem em um piscar de olhos? Nunca reparou nisto? Então comece a prestar atenção...