quarta-feira, 9 de julho de 2014

Lorde é mais um embuste para tapar buraco no pop



Ella Maria Lani Yelich-O'Connor é uma menina neozelandesa de 18 anos. Isto não significaria nada para você se não fosse o fato de que ela atende pelo nome artístico de “Lorde” e é uma das inúmeras 'sensações instantâneas' que o show business inventa de tempos em tempos para ganhar uns trocados em cima de gente incauta. “Artistas” que jamais fizeram o tradicional rito de passagem pelos palcos, entrando diretamente dentro de um estúdio para gravar canções compostas por outras pessoas, tudo embaladinho e pronto para ser desovado no mercado.
Depois do tremendo fracasso que foi a tentativa de emplacar um embuste como Lana Del Rey, derrubada depois de uma desastrada apresentação no programa Saturday Night Live em 2012, que apenas evidenciou que ela era apenas um fantoche pseudoclassudo cantando como se estivesse dopada por anestésicos para búfalos. Era uma questão de tempo surgir alguém com as mesmas características. A diferença é que o disco de estreia da Lorde é apenas um pouquinho melhor do que se poderia esperar de uma outra picaretagem.
A fórmula básica é espertíssima: criar a impressão de que Lorde é fã de Katy Perry e Gary Numan ao mesmo tempo. Pode até que ser que seja, mas eu duvido. Pure Heroine abre com “Tennis Court”, uma bem sucedida união entre os elementos citados acima. Se “400 Lux” e “Still Sane” seguem a mesma fórmula, canções como “Royals”, “Glory and Gore” e “Buzzcut Season” soam como se Florence & The Machine participasse de um tributo eletrônico ao Simple Minds. Em “Ribs”, “Still Sane” e “Team”, a tal da Lorde imita descaradamente os vocais de Lana Del Rey em um tema lúgubre/dançante cujo arranjo asséptico evidencia ainda mais a comparação entre ambas.
E é exatamente aí que a ficha cai: você tem a impressão de ter passado o tempo todo ouvindo a mesma música, que é exatamente a sensação que se tem quando ouvimos o Born to Die da Lana Del Rey. Fica muito claro que Pure Heroine quer continuar a partir do mesmo ponto em que o péssimo disco de sua ‘antecessora’ travou.
É por isto que venho dizendo que as pessoas hoje em dia andam ouvindo música como “trilha sonora” para outras coisas que estejam fazendo. É esta a proposta de Lorde e seus produtores. Não adianta nem mesmo botar uma bateria com timbre “vintage” em “White Teeth Teens” e nem terminar o disco com uma canção climática e deprê como “A World Alone”. O disco inteiro foi especialmente forjado para sonorizar a lavagem de sua louça suja na pia, os preparativos para uma balada, as carícias preliminares ou um café da manhã depois do sexo matinal. Tanto faz.
É, a música pop já teve dias melhores...





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Jeff Beck fez aniversário e merece MUITO a sua atenção



A notícia de que um dos mais mitológicos guitarristas de todos os tempos havia completado 70 anos de idade não teria um impacto tão grande se o aniversariante não fosse Jeff Beck. Não tanto por ele não aparentar a idade que tem, mas principalmente pelo legado musical que vem deixando ao longo de sua vida. Poucos são os mestres das seis cordas que se embrenharam em carreiras em que a palavra “surpreendente” assumiu conotações mais que especiais. E Beck é um deles.
Desde seus tempos de Yardbirds, passando pelo seu próprio grupo - que revelou o talento de Rod Stewart e pariu Truth, um álbum clássico e incontestável - e por seu power trio ao lado do baixista Tim Bogert e do baterista Carmine Appice, Beck desnorteou críticos e fãs, sempre redirecionando seu foco musical quando pressentia os ventos da acomodação em seu rosto.
A partir da segunda metade dos anos 70, ele enveredou por uma seara fusion, só que bem distante das loucuras supersônicas de John McLaughlin com a sua Mahavishnu Orchestra. Optando por privilegiar os grooves mais cadenciados ao invés de experimentalismos rítmicos, Beck acabou por redefinir o conceito de jazz rock, a ponto de ter influenciado todas as gerações posteriores.
Eu poderia “chover no molhado” aqui e tecer elogios infinitos e comentários redundantes a respeito do quanto é essencial que você ouça os discos antológicos que Beck gravou neste período - Blow by Blow (1975), Wired (1976) e There & Back (1980) – e de como estes álbuns certamente vão abrir o seu cérebro e orelhas para novos sons. Prefiro ilustrar a minha admiração pelo som do cara indicando uma pequena obra prima que pouquíssima gente cita ao falar de Jeff Beck.
Gravado ao vivo em 1977, Live é um testemunho real, cru e incontestável da fase fusion que marcou a carreira de Beck naquela época, uma espécie de foz onde as águas provenientes dos já citados Blow by Blow Wired se encontraram em cima do palco e produziram um estrondo absurdo.
Teoricamente, Beck iria atuar apenas como convidado especial em uns poucos shows que Jan Hammer (ex-tecladista da Mahavishnu Orchestra e parceiro de Beck em Wired) estava fazendo com sua banda. O “problema” é que o guitarrista acabou se transformando no centro das atenções, a ponto de fazer uma pequena série de shows virar uma turnê.
Reouvir este disco não trouxe apenas a velha memória afetiva à tona. Trouxe também a sensação de que os discos “ao vivo” hoje em dia são tão fajutos quanto uma nota de R$ 33. Para você ter uma ideia, o álbum começa com Beck e Hammer “duelando” de forma inusitada em “Freeway Jam”: cada um imitando a buzina de um automóvel em seu respectivo instrumento, uma brincadeira que precedia uma espécie de jam session, com seis minutos de total hipnose musical, na qual Beck distribuiu solos faiscantes como se fossem tijoladas nas orelhas do pobre ouvinte.
Em “Earth (Still Our Only Home)”, o suingue generalizado é tamanho que nem mesmo o exagero no uso dos sintetizadores conseguiu esfriar o arranjo. “She’s a Woman”, clássico dos Beatles, é apresentada em versão instrumental bem superior àquela presente em Blow by Blow, com um acentoreggae/rocksteady muito maior e com ênfase no talkbox, enquanto que “Full Moon Boogie” é o retrato mais escandalosamente perfeito do funky boogie que notabilizou os anos 70.
“Darkness/Earth in Search of a Sun”, embora tenha o domínio de Hammer nos solos, é a paisagem sonora perfeita para que Beck despeje toneladas de riffs espasmódicos e extraordinários, ao passo que “Scatterbrain”, ao perder um pouco do frescor da gravação em estúdio em função de um alongamento até certo ponto desnecessário dos solos - Hammer chega a fazer slap em um bass synth -, teve acentuado o seu caráter fusion.
Como se não bastasse o verdadeiro massacre sonoro, o disco se encerra com uma pesadíssima versão de “Blue Wind”, com Beck “fritando” sua guitarra com solos e riffs que provocariam ataques cardíacos fulminantes em uma manada de búfalos enfurecidos, emendando com uma citação da versão de “Train Kept a-Rollin’”, antiga canção de Tiny Brandshaw que Beck imortalizou com o Yardbirds em 1965.
Este live album é o perfeito exemplo de como discos gravados ao vivo nos anos 70 – ao contrário do que muita gente pensa – tinham em uma única faixa mais espontaneidade do que tudo o que foi produzido nesse formato dos anos 90 para cá.

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https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/jeff-beck-fez-anivers%C3%A1rio-e-merece-muito-sua-143322967.html

Bobby Womack transformou suas tragédias pessoais em “soul music” da melhor qualidade


Por  | Na Mira do Regis – ter, 1 de jul de 2014
Por conta da quase total atenção dispensada aos assuntos da Copa do Mundo, pouca gente se deu ao trabalho de comentar a morte de uma das vozes mais espetaculares da história da música em todos os tempos, ocorrida sexta passada.
A partir do momento em que surgiu no mundo abrindo a boca para cantar, Bobby Womack colocou todo mundo de queixo caído, inclusive o lendário Sam Cooke, que ficou imediatamente apaixonado por sua voz e logo se tornou uma espécie de “mentor” do garoto ainda no final dos anos 50.
Junto com os irmãos, montou um grupo que mais tarde veio a se chamar The Valentinos. Foi quando compôs uma ótima canção, "It's All Over Now", que veio a ser imortalizada por um bando de ingleses branquelos e magricelas chamado Rolling Stones. Vai saber o que teria acontecido com Mick Jagger e companhia caso não tivessem gravado esta música...
Quando The Valentinos acabou, traumatizado pelo assassinato de Cooke em dezembro de 1964, Womack quase se perdeu artisticamente.  Depois de passar um bom par de anos tocando guitarra – e b em – em um monte de discos de artistas tão díspares quanto Aretha Franklin, Janis Joplin, Joe Tex e o pessoal do The Box Tops, Womack foi convencido a fazer uma carreira solo em 1968. Foi então que passou a gravar um álbum espetacular atrás do outro, como as duas obras primas que gravou em 1972, Understanding e Across 110th Street.
Bobby Womack era muito mais que apenas uma voz maravilhosa. Era um sujeito marcado por inúmeras tragédias. Perdeu dois filhos, sendo um por suicídio, e sua ex-mulher – a própria viúva de Cooke, com quem se casou em inacreditáveis três meses após a morte do cara - tentou matá-lo na base de balas de revólver quando suspeitou que Womack estava transando com a enteada -, mas que usou isto para forjar algumas das canções mais doloridas da soul music.
Depois que seu irmão Harry morreu em 1974, Womack se afundou nas drogas pesadas e se transformou em tremendo “bad motherfucker”, de quem até o doidaço Sly Stone tinha medo. Tantos excessos cobraram seu preço: Womack teve um monte de doenças, teve que ser internado em clínicas de desintoxicação várias vezes...
Estava acabado para a música até que Damon Albarn o tirou do limbo onde já chafurdaram inúmeras lendas da soul music. Produziu um disco maravilhoso para ele em 2012, The Bravest Man in the Universe, e lhe deu ânimo para continuar, a ponto de planejar um novo álbum com vários convidados bacanas, como Stevie Wonder, Rod Stewart e Snoop Dogg.
Ele morreu 70 anos de idade, mas a impressão que eu tinha é que ele caminhava pela terra desde o Período Cretáceo, distribuindo canções maravilhosas pelo planeta. Vai fazer falta...

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https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/bobby-womack-transformou-suas-trag%C3%A9dias-pessoais-em-soul-023925541.html


Pitty deixa para trás a babação adolescente de seus fãs e ingressa no mundo adulto



Ser idolatrada por uma nova geração de adolescentes não deve ser fácil para nenhuma cantora, principalmente para quem já é uma mulher madura. Tem gente que não lida bem com isto – vide as patéticas canções e a imagem ridiculamente forçada da Avril Lavigne, por exemplo -, tem gente que não consegue se afastar deste universo nem quando lança discos ainda mais maduros em suas letras – como é o caso de Alanis Morissette – e tem gente ainda que tenta radicalizar na mudança e só consegue causar pena, como é o caso da Miley Cyrus.
Pitty foi uma das primeiras figuras do rock nacional a se beneficiar da febre do mp3 no Brasil. Seu disco de estreia, Admirável Chip Novo, se valeu disto para se popularizar perante uma galera que andava órfã de bandas como “portadoras de mensagens”. Isto sem contar a grande mão dada pela MTV, que a transformou em uma espécie de ícone do universo “menina raivosinha e sensível que não encontra seu lugar no mundo dos adultos”, juntamente com a própria Alanis e outras improváveis companheiras. Cabeça de adolescente é bem bagunçada mesmo, né?
Entre o lançamento de seu disco anterior – Chiaroscuro, de 2009 – e este Setevidas se passaram quatro anos. Foi o tempo que ela levou para tentar entender a sua carreira com a banda em um cenário totalmente diferente. No meio do caminho, deu vazão a outros anseios musicais com o duo Agridoce, um bom projeto acústico ao lado de Martin, um de seus parceiros na banda. Nesta transição, era de se esperar que Pitty tivesse se preparado para mudar e, principalmente, mostrar os resultados de seu amadurecimento. E então chegou 2014...
Em busca de uma carreira ainda mais sólida dentro de uma cena musical brasileira anda esquisita, Pitty agora exala tristeza, dor e esperança. Tudo ao mesmo tempo. Tudo pairando no mesmo ar de cada uma de suas novas canções.
Logo na abertura do disco, com a pesada “Pouco”, Pitty dá claros sinais de que andou repensando bastante a sua carreira e a própria musicalidade de sua alma aparentemente atormentada sabe-se lá por quê. Quero dizer... Deduzo que tenha sido por conta da morte de um grande amigo – o guitarrista Peu, falecido no ano passado – e da própria gata, cuja foto estampa a capa do disco. Imagino também que a demissão do baixista Joe, que acabou resultando em uma batalha judicial meio escrota, também tenha contribuído muito para o que se ouve nesta canção e no restante do disco.
Outra mudança evidente está no fato de que todas as canções do álbum foram gravadas ao vivo em estúdio, ou seja, todo mundo tocando junto e ao mesmo tempo. Para dar um “tapa de cristalinidade” e afastar qualquer traço de tosquice sonora, o produtor Rafael Ramos botou o celebrado Tim Palmer – que já produziu discos do Pearl Jam, Ozzy Osbourne, Robert Plant e mais um monte de gente bacana – para mixar o disco, em uma decisão mais que acertada. Dá para sacar isto com mais precisão no peso explícito de “A Massa” e na faixa título, a mais confessional de todas em termos de letra.
“Deixa Ela Entrar” tem aquela concisão que toda boa canção de pop/rock tem que ter. Dá para imaginar que usaram como referência o som que os Ramones fizeram no álbum Mondo Bizarro.
A angustiante balada “Olho Calmo” é pesada o suficiente para trazer à tona o quanto inexiste de coincidência entre o que Pitty viveu nos últimos anos e o que está retratado neste álbum, como se revelasse nas entrelinhas o fato de terminar uma dolorosa jornada. O mesmo acontece com “Boca Aberta”, que chama atenção pela complexidade rítmica e pela timbragem esperta das guitarras.
Em compensação, algumas canções têm boas ideias em termos de riffs, mas pecam no arranjo e até mesmo na linha de vocal escolhida por Pitty, como “Um Leão” e “Lado de Lá”, ambas com a mesma abordagem rítmica, uma seguida da outra, apesar das atmosferas um pouco diferentes e do piano e “coral” nesta última – algo que se repete na quase épica “Serpente”.
Já novo baixista Guilherme Almeida substitui o demitido Joe com eficiência simples e precisa – vide a linha de baixo ‘engordurada’ e densa tocada na introdução e ao longo da interessante e ‘nirvanesca’ “Pequena Morte”.
Quando terminei de ouvir o disco pela segunda vez, saquei que Pitty e sua banda estão “trocando de pele”, como fazem as serpentes. Melhor assim...





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https://br.noticias.yahoo.com/blogs/mira-regis/pitty-deixa-para-tr%C3%A1s-baba%C3%A7%C3%A3o-adolescente-seus-f%C3%A3s-154829692.html

terça-feira, 8 de julho de 2014

Música

Jennifer Lopez, Mariah Carey e o declínio das divas 

Com discos recém-lançados, cantoras que fizeram sucesso nos anos 1990 encaram vendas precárias e um mercado competitivo

Raquel Carneiro
As cantoras Jennifer Lopez e Mariah Carey
As cantoras Jennifer Lopez e Mariah Carey (Divulgação)
As cantoras Mariah Carey e Jennifer Lopez possuem diversos predicados em comum. Ambas estão com exatos 44 anos (Mariah é mais nova por alguns meses), cresceram em subúrbios no estado de Nova Iorque, têm ascendência latina e são divas do estilo R&B.
Mariah chegou antes, no início dos anos 1990, com uma pegada soul, baladas românticas e vocais poderosos (sua marca), além de roupas comportadas e uma vasta cabeleira cacheada. Já J.Lo., como é chamada pelos fãs, investiu em batidas dançantes em seu primeiro disco On The 6, de 1999, em meio a explosão pop de garotas de barriga de fora, como Britney Spears e Christina Aguilera.
Agora, em 2014, seus caminhos voltam a se cruzar. Ambas lançaram discos novos. E ambos os álbuns, por razões parecidas, são fracassos de crítica e vendas.
Mariah, que em um passado de glória vendia álbuns como água no deserto, viu seu novo trabalho, Me. I Am Mariah, vender pouco mais de 58.000 cópias na primeira semana. Um número irrisório para uma indústria que, apesar de não viver seus melhores momentos, já conta com outras divas, como Beyoncé, que comercializou 310.000 cópias de seu disco homônimo em uma semana. Taylor Swift, com seu disco Red, vendeu 1,2 milhão de cópias no lançamento.  O destino de Jennifer não foi muito diferente de Mariah. Seu novo disco, A.K.A., vendeu míseras 33.000 cópias na primeira semana nas lojas — a pior marca de sua carreira —, e muito atrás da deprê Lana Del Rey, que ocupou a lista de álbuns mais vendidos do período com 182.000 cópias de Ultraviolence.

Se os números não são bons, os discos são ainda piores. Da primeira a última faixa, A.K.A. é um martírio. A voz de Jennifer continua de difícil digestão e nenhuma canção se candidata a hit, como outros de sua carreira, como Dance AgainOn The Floor e If You Had My Love. Não foi por falta de esforço. J.Lo convidou um time forte de rappers, entre eles Pitbull e a queridinha do momento Iggy Azalea, que deveriam levantar o ânimo do CD, mas estragaram ainda mais a festa.
Me. I Am Mariah é levemente mais palatável. A fórmula adotada pela cantora desde o discoButterfly (1997) está toda ali: batidas eletrônicas de R&B misturadas a pianos suaves de fundo, canções dançantes com participações especiais de – claro – rappers, algumas faixas com inspiração gospel, muitos gritinhos, suspiros e letras que falam de amor e sexo.
O apelo sexual e as roupas diminutas são também ingredientes usados indiscriminadamente pelas duas cantoras. Jennifer continua linda e com tudo em cima. Mariah errou a mão na quantidade de silicone, mas não desiste de posar de musa. Porém, o cenário atual está muito competitivo, em todos os sentidos. De um lado, cantoras como Miley Cyrus e Rihanna se viram do avesso para sensualizar, praticamente sem roupa, em shows pirotécnicos. Do outro, jovens talentosas como Lorde, Adele e Sky Ferreira abocanham prêmios musicais e boa parcela dos ouvidos mais apurados.
Ao que tudo indica, resta para Mariah e J.Lo. a glória dos dias passados e seguir o caminho de cantoras como Céline Dion e Britney Spears, que, aceitando que seu tempo passou, embolsaram alguns milhões e atualmente protagonizam shows em Las Vegas no melhor estilo fim de carreira. 

Relembre cinco hits de Mariah Carey 

1 de 5

'Vision of Love' (1990)

Primeiro hit de Mariah Carey, Vision of Love é faixa do disco de estreia da cantora, Mariah Carey(1990). O casarão abandonado que aparece no videoclipe é mero cenário: na canção, Mariah faz a diva realizada, que após passar várias noites amargando a solidão finalmente conseguiu encontrar um amor e ser correspondida. Vision of Love ficou quatro semanas no topo da lista Billboard Hot 100, que reúne as músicas mais populares executadas nos Estados Unidos. 

Relembre cinco hits de Jennifer Lopez

1 de 5

'If You Had My Love' (1999)

Lançado em maio de 1999, o hit If You Had My Love foi o responsável por fazer Jennifer Lopez explodir no cenário musical. A canção, presente em seu disco de estreia On the 6, atingiu a primeira posição nas paradas americanas e de outros países, como Australia e Canadá. No clipe, Jennifer Lopez dança e se contorce sensualmente enquanto é observada em um vídeo executado em tempo real na internet.


link:

http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/mariah-carey-jennifer-lopez-e-o-declinio-das-divas

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Minhas impressões do “Lollapalooza 2014″ – do sofá de casa, claro (parte 1)


Por  | Na Mira do Regis – ter, 8 de abr de 2014

MC Guimê e o abismo entre o que poderíamos ser e o que seremos realmente


Por  | Na Mira do Regis – ter, 22 de abr de 2014